A expectativa desta aventura era grande, mas a apreensão também, principalmente porque eu queria passar esta data especificamente, lá encima, mas o tempo dos dias anteriores não estava colaborando muito. Apesar disso, quarta, quinta e sexta-feira foram dias ensolarados e a previsão era de tempo firme até o finalzinho do domingo. Então, a aventura estava agendada e confirmada. :D
Inicialmente éramos 6 guerreiros, mas houve uma baixa de três que tiveram compromissos de última hora. Lá fomos nós: Ana, William e este servidor para trabalhos leves, enfrentar este desafio. Saímos do Centro às 10:40 (falha minha, atraso de um minuto, tivemos que esperar uma hora pelo próximo ônibus)
Uma hora depois chegamos à base do Cambirela, pela encosta norte, de onde partimos imediatamente para o cume. Afinal, só este interessa ;-) (trocadilhos infames é o que não falta, rsrsrs). Os vizinhos do Cambs, tem fechado quase todos os acessos tradicionais ao pico, mas um garotinho nos indicou por onde entrar. Iniciamos então nossa trilha às 11:45. Após atravessarmos o sítio com direito a fotos com as vaquinhas, chegamos à cerca onde começa realmente a ascenção ao pico.
Grande parte desta trilha é por dentro da densa mata e obviamente, sempre em subida. Após grande trecho, começamos bordear o leito do rio. Passamos do lado de pedras gigantes e depois entramos literalmente pelo rio. Por causa do desnível do terreno há várias pequenas quedas de água. Não posso garantir que seja potável, então nada melhor que usar as sempre úteis pastilhas de cloro. ;)
Depois de quase 2 horas de caminhada, chegamos ao trecho final, muito íngrerme, descoberto (só vegetação rasteira) e por sinal, muito escorregadio quando chove. Acho que neste pedaço exige-se mais fôleogo (e pernas) do caminhante. Mas o final da subida compensa, porque imediatamente nos encontramos de frente com aquele visual esplêndido do litoral, a parte continental sul da Grande Florianópolis.
As formações rochosas são espetaculares. Local muito lindo e especial para bater muitas fotos, fazer vídeos, recuperar o fôlego, as forças, nos hidratarmos e matar a que nos mata.
O céu estava muito baixo, grandes nuvens com muito vento cobriam por completo o céu (e o pico) apesar de o horizonte estar completamente limpo. Vento nordeste. muito frio. A velocidade da neblina parecia coisa de filme mesmo. Continuamos nossa jornada até o "acampamento".
O local mais adequado para acampar está bem "sinalizado" pelos vestígios da presença "humana" (sic ???) no local. Restos de fogueira, lixo (muito lixo), áreas sem vegetação... Ocultamos nossas mochilas dentro do mato e fomos sem bagagem para o pico final, no ponto do GPS. Dali pra frente era impossível continuar pois estava ficando mais nublado, mais frio e mais perigoso. (#medinho, sinal de bom senso... hohohohoho)
Descemos até as mochilas para montarmos o acampamento. O William ficou com o melhor local e entao tive que escolher um terreno hiper-inclinado mas beeeeem protegido do vento. (medo do vento gelado derrubar minha micro-barraca, rsrsrsrs)
Mortos de fome, fomos "almoçar". Juntamos nossos mantimentos, comemos um excelente hotdog (nem tão hot) em pão sírio que estava "uma delícia" e ainda tivemos sobremesa (nem lembro mais o que era... rsrsrsr) Fomos descansar um pouco.
O William estava todo empolgado para ascender uma fogueira. COnfesso que eu não gosto de ascender fogo no mato, principalmente em área ambiental protegida. Mas como um bom símbolo "campal" vale a pena, então estava até disposto a ajudar.
O vento era intenso e o frio ainda mais. A escuridão veio muito cedo, logo a cidade foi ligando suas luzes. Bem agasalhado pra enfrentar o frio-vento, fui arriscar bater algumas fotos. Inicialmente a Ana e o William nem se atreviam a sair das suas barracas, e depois de eu insistir fomos observar o "espetáculo da noite".
Pena que o tempo estava tão fechado que só conseguiamos ver "entre nuvens". As fotos saíram uma m***a, mas é melhor do que nada. Principalmente porque so dispomos de alguns poucos minutos, porque justo quando estavamos decidindo fazer a fogueira começou aquela "chuvinha" que assustou a Grande Florianópolis nesse findi.
A previsão de tempo firme não se concretizou, se adiantando 24h. :( Todo mundo pras barracas. A Ana sugeriu eu colocar a lona sobre abarraca. Prontamente obedeci. Ainda bem, porque o dilúvio que veio depois, nem o Noé naquela barquinha dele... hohohoho. Assim, garantimos uma barraca completamente sequinha e aconchegante (nada confortável, pelo pouco espaço e por causa do declive do terreno, sem exagero uns 20º de desnivel)
O William de vez em quando nos ligava pelo celular perguntando: estão ai? tadinho, tava com medo do bicho-papão rsrsrsrs E a Ana Carolina ligando de tempos em tempos, "monitorando" o acampamento. rtsrsrsrsr (Will e Carol, brincadeirinha, viu?)
Chuva, chuva, chuva. Vento, mais vento, mais chuva. Raios! relâmpagos e trovões. Nossa! hiper-supra-punk. Teve uma hora que a luz foi tão forte que pensei que o William estivesse doi lado de fora iluminando minha barraca com a lanterna. Ele depois contou que pensou a mesma coisa. (transmimento de pensação) huashuasuash.
A noite toda lutando contra o "tobogã" escorregando na barraca da cabeça aos pés (literalmente). Tem gente que nem dormiu. rsrsrsrs. Até pensamos em nos mudar e invadir a barraca (suite) do William, mas o medo frio-chuva foi bem maior, então preferimos continuar com a luta do ângulo!
Amanheceu tudo nublado (e pra variar, frio e chovendo ainda). a chuva parava um pouco, depois voltava com mais força. Depois de bastante cansaço/preguiça e enrolação, tínhamos que começar pensar na volta. às 9 começamos desmontar o acampamento, e iniciamos nossa descida às 9:40 horas. Agora com muito mais cuidado e precaução que na subida, pois agora nós estávamos cansados, estava nublado, chovendo e o terreno todo encharcado e escorregadio.
Começou o skibunda, afinal, era a forma mais segura de não escorregar, cair e se machucar. Estava um "sabão" literalmente. Chegando na parte coberta de vegetação as gotas de chuva engrossam por causa das árvores. e tudo nublado e escuro. Pareciam as "brumas de Avalon". rsrsrsrs.
Descendo, descendo, descendo. Muito cuidado, alguns escorregões, nada sério. Passo lento. O rio "cresceu" e muita água no céu e no chão. Exaustos, paramos algumas vezes para hidratar, acabar com a fome e repôr energias.
às 12:15 estávamos no fim da nossa aventura. NO ponto de ônibus, enquanto esperavamos, trocamos de roupas por umas secas. Mais uma hora até o centro.
Fim de trilha, fim de aventura.
Todos sãos e salvos; cansados, porém felizes.
Mais um fim de semana bem aproveitado e vivido.
Até a próxima aventura. ;)
Para visualizar o álbum completo desta aventura, clique na foto a seguir:
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| 20090926 Acampar No Cambirela |



3 comentários:
O essencial é invisível aos olhos.....
Muito bom, poderia me informar quais os ônibus a pegar saindo da ilha ?
Olá Cassiano.
ônibus pega no terminal velho, empresa Jotur.
Linha: se não estou enganado é Cubatão-Formiga. Mas é melhor se informar com o pessoal da Jotur.
Isso pra você acessar pela Ponte.
Se o acesso vai ser pela creche, tens que pegar ônibus da Jotur também que vai para Enseada do Brito e pede pra descer após a ponte do Cubatão (logo após o pedágio).
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