Leia o relato completo:
O tempo amanheceu ótimo. Meio nublado mas sem ameaça de chuva. Sol meio tímido. Do jeito ideal para fazer uma trilha "aberta" como a da Feiticeira. O Paulo tinha me contatado o dia anterior e combinamos encontro na Trindade para ir de carona com ele.
Chegamos ao local de encontro, no mesmo horário de chegada do ônibus que passa naquele lugar. Lá, já nos esperavam a Mary, a Paty e a Ionara. Após a foto "oficial" iniciamos nossa caminhada.
Na praia, encontramos uns pescadores trabalhando no seu barquinho e a área toda ocupada por muitas gaivotas e alguns urubus, sinal de "comida". (como diria o galo catarinense: fala baixo q as morenas ai estão quase descendo... rsrsrs)
Começa a subida pelo costão, após passarmos por várias trilhas que se entre-cruzam, optamos pela trilha que bordeia o costão pela parte mais perto das pedras, para não termos que subir muito pelo morro.
Fotinhas da Praia dos ingleses, com o Costão do Santinho ao fundo. Ao chegarmos em uma parte onde muitas "lajes" de pedra, avançam sobre o mar, começa realmente a sessão de fotos. rsrsrs.
Muitas rochas enormes, com as mais variadas formas, esculpidas pelo mar e pelo vento, formam uma paisagem linda e única. A trilha é simplesmente maravilhosa. Enquanto isso, subimos e descemos sobre as pedras, seguimos a trilha, saimos dela para passear e fotografar sobre as pedras, mais perto do mar.
O tempo programado para esta trilha era de aproximadamente uma hora, mas por causa de tantas paradas fotográficas e muito batepapo, demoramos 2 horas para alcançarmos a Praia Brava. Em alguns trechos escutávamos: falta muito? O.O quando o pessoal começa perguntar isso, é porque começou a bater o cansaço.
Chegamos na Praia Brava! oba! descansar, relaxar, lanchar, hidratar, protetor solar, pegar um solzinho, bater fotos, refrescar-se no mar. As meninas secando os guarda-vidas, os meninos secando algumas beldades femininas. :D
Hora de voltar. Difícil foi "levantar o acampamento". A praia estava tão boa, o solzinho na medida certa, que pensar na volta dava uma preguiça... teve gente que pensou em até pegar um taxi de volta aos ingleses :D Mas, conseguimos nos auto-convencer que deveriamos terminar a trilha conforme o inicialmente planejado. Assim, começou a "penosa" subida do lado oeste do Morro da Feiticeira, isto é pelo lado interno, contrário ao mar.
O começo é provavelmente o mais íngreme, e como estavamos com o corpo "frio", talvez tenha sido mais difícil. A trilha que tomamos aparenta não ser transitada há algum tempo, pois havia partes muito fechadas pelo mato e muito galhos atravessados, plantas caidas. O pior de tudo foi aquele capim desgraçado tipico da nossa ilha que corta como navalha. Teve gente que quase chorou. rsrsrsrsrs. Houve até um desejo de voltar e tentar a trilha do costão novamente. Mas após deliberarmos sobre o assunto, continuamos nesta, avançando até uns trechos onde o terreno ea vegetação eram mais amigáveis.
Sobe, sobe, sobe. Chegamos a uma bifurcação onde ambos caminhos pareciam iguais em largura e trânsito. O.o, não me lembro de ter passado neste lugar a ultima vez que vim por aqui. Solução? todo mundo fica aqui, vou fazer uma "prospecção". Corrida por um caminho, volta, corrida pelo outro. Por alguns minutos me fez lembrar de uma época bem antiga da minha vida pregressa me enmaranhando na selva "rastreando" caminhos que não aparecem no mapa... rsrsrs. Após alguns minutos, "achando" o caminho certo, lá fomos todos continuar nossa caminhada.
Lembrete mental pra mim: voltar àquele lugar pra fazer a trilha deixada para trás na bifurcação. A intuição me diz que essa me levaria até o topo do morro. O visual desde lá deve ser verdadeiramente incrível.
Sugestão: não façam esta trilha sem alguém que a tenha feito antes. Há muitas bifurcações e caminhos alternativos. Poderiam caminhar horas em circulo, ou pior ainda, subindo e descendo desnecessariamente.
Começa a descida, fazendo o caminho ficar mais fácil. (há controvérsias, porque na subida forçamos coração e pulmões, mas na descida joelhos e tornozelos pedem socorro!) As meninas começam descer mais rápido, os meninos mais cansados, descemos mais devagar (é a idade, a idade... rsrsrs)
Na verdade este trecho de mata fechada sempre nos brinda com motivos espetaculares para fazer fotos (modo macro). A riqueza visual das nossas matas são incríveis, mas tais detalhes passam despercebidos aos olhares menos atentos.
Finalmente, chegamos ao "banhado". Eu preocupado pensando que as meninas que foram na frente poderiam ter pego algum desvio em qualquer bifurcação, mas ao mesmo tempo confiando que elas bem inteligentes e espertas conseguiriam o caminho certo e já estariam tomando sol na praia, enquanto nós ainda estávamos no "pântano". rsrsrs
Paulo e eu conversando assuntos aleatórios, sobre profissões, business, trilhas, viagens, saúde, e principalmente sobre superação e força para enfrentar desafios. Assim, chegando na praia de novo, lá estão as meninas nos esperando. Mortos de fome e de cansaço, fomos todos para o bar-baridade, forrar o estômago e nos refrescar com uma cervejinha, afinal, ninguém é de ferro! :D
Fim de trilha. Posso dizer que o dia foi maravilhoso. Parabéns a todos pela superação de seus próprios limites, e pelo espírito aventureiro de conquistar e vencer mais um desafio. Feliz pelas novas amizades, Ionara e Paty; e pelo fortalecimento das amizades já existentes, Paulo e Mary.
Adoraria vê-los novamente na nossa próxima aventura, seja trilha, passeio, viagem ou simplesmente para tomarmos um chopp em um barzinho da vida.
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| 20091114 Trilha da Feiticeira |



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