Sábado 12 de dezembro.
Amanheceu chuvoso. A noite anterior tinha caido (como diria o mané) um "cacau". Como alguns somos croatas, e só desistimos às vezes, o plano da viagem continuava ativo. Minha única preocupação era referente ao excessivo volume de água das cachoeiras, o que poderia atrapalhar alguma das atividades. :(
Liguei pra todo mundo pra confirmar a viagem, e lá fui pro ponto de encontro, aguardar nossos companheiros de aventura. Juçara, Fabi, Sandra e o Joel. O Douglas encontrariamos em Guaramirim.
Saímos de Floripa às 7:45. A viagem todo foi sob chuva constante até perto da saída na BR101 para Jaraguá do Sul. Dali em diante o tempo melhorou apesar que o sol ficou meio tímido entre as nuvens.
Chegamos a Corupá, procurando a pousada, mas, no meio do caminho achamos umas "gostosas". Todo mundo ficou alvoroçado e tivemos que parar para experimentá-las. Dali, rumo à pousada, nos encontrarmos com nosso condutor local, o César. Chegando na pousada, conhecemos Dona Célia, encarregada da pousada e seria ela quem nos prepararia nosso jantar, mais tarde. Encontramos com o Douglas que tinha vindo direto de Blumenau, onde acabava de sair do trabalho. (plantão a noite toda e depois encarar toda a aventura e adrenalina do dia, haja força de vontade e determinação! rsrrss)
Falei com o César, quem já tinha subido até o Rio do Braço Esquerdo, em Sao Bento do Sul, onde realizariamos as atividades do dia e estava nos aguardando. Deixamos nossas bagagens e lá fomos nós para um dia repleto de aventuras. Mais ou menos 15 km de estrada de chão até o sítio que serve de base para todos os aventureiros do Braço Esquerdo.
Por causa da chuva, a cachoeira estava perigosa demais para realizarmos o cachoeirismo planejado, mas em compensação fizemos muitas outras atividades bem divertidas. :D
Conhecemos o Júnior (Se não me engano, representante da Abeta na região). Conhecemos também o Beto, quem foi nosso condutor durante a maior parte das atividades do dia. Bem simpático, atencioso e muito "eloqüente".
Aproximadamente às 11:30 começamos nos embrenhando na mata, bem densa, porém com trilha demarcada e de relativo fácil acesso. A mata que percorremos é atravessada pelo rio cheio de pequenas quedas d'agua, o que provoca uma excessiva umidade no ar, que quase respiramos água. :D Tudo está sempre molhado. Em algum ponto do rio aproveitamos um tobogã natural pra brincarmos um pouco (nos molharmos completamente). Retomada da trilha, começou a chover fortemente (talvez os pingos fiquem maiores dentro da mata) mas já estávamos molhados mesmo então não fez nenhuma diferença.
Muitas cachoeirinhas, cruzamos o rio várias vezes, pular pedra, sobe, desce... Encontramos e ouvimos muitos pássaros,observamos a rica diversidade da flora nativa (na verdade, é mata secundária, mas relevemos o fato, já que mato sempre é bom). Alguns pés de xaxim centenários, muitas bromélias, flores, bastante cogumelos, só faltou duendes, mas tem gente que jura que viu gnomos...
Chegamos perto do "el paredón". Local especial pra prática de escalada, dizem que um dos melhores pontos do Brasil com vias de alta classificação, e de dificuldade enorme (escalada em negativo). Ali efetuariamos nosso rapel (em negativo, também). Alguns ficaram meio apreensivos, mas faz parte do noviciado ;) Tinha uma galerinha escalando também, o que nos rendeu um show e boas fotos e filmagem.
Continuamos nossa trilha, agora bordeando o paredão, seguindo o curso do rio, e por vezes subindo por ele. Mais trilha, mais mata, mais água, mais passagens entre as pedras. Depois, lá perto das 14hs, voltamos ao restaurante, na base, onde fomos matar a que estava nos matando. Almoço "tipicamente alemón". Pode se servir à vontade. Repetir. Satisfeitos? relaxar um pouquinho, encarar a segunda parte do dia ;)
Trilha curta até a cachoeira do Rio do Braço Esquerdo. Um espetáculo. Parece uma cortina d'água (ou como costumam dizer no Brasil inteiro, quase um "véu de noiva"). Geralmente dá pra tomar banho no poção que se forma na base da cachoeira, mas desta vez está meio complicado pela forte chuva da noite anterior.
De volta à base, se preparar para o rapel. Após vestir os apetrechos da atividade, e as orientações de segurança. começamos a descida. Douglas e eu descemos primeiro, para que as meninas que nunca tinham descido observassem e pudessem "diminuir" o medo (se é que isso é possivel nessa situação) :D Depois foi a vez delas. Fotos para registrar a façanha, e ver as expressões faciais do misto de medo, alegria e sensação de superação de limites, não tem preço :D
Mais um descanso para recuperar forças, fôlego e tranquilidade (tinha gente tremendo).
Iniciamos mais uma aventura. Visitar a caverna. Eu tinha imaginado um simples "vão" formado por pedras, como se fosse uma "gruta" tamanho grande. Ledo engano :D O percurso todo é feito pelo leito do rio que desce internamente pela própria caverna. Alguns lugares estreitos, outros a água gelada bate na cintura. A cabeça, protegida pelo capacete bate no teto. Após alguns minutos que podem parecer horas, chegamos ao fundo da caverna. No ponto final, um espetáculo da natureza: Por uma fenda superior, de vários metros de altura, o rio "entra" na caverna em forma de forte e perturbadora cachoeira. Fotos, alegria, lanternas desligadas. Silêncio total (com exceção do alto barulho da queda d'agua). Hora de voltar à luz...
Voltamos à base, nos secamos, trocamos de roupas e vamos até a cachoeira da usina. Parece forte e perigosa (e é) mas a piscina que forma na base é gigante e muito convidativa para tomar banho, porém já estamos secos, e pra completar começa a chover. Cansados porém felizes partimos de volta rumo à pousada.
Tomar banho, relaxar, descansar. 20h Dona Célia nos chama, que o jantar está servido!
Dos deuses. para repor energias, comemos até ficarmos SATISFEITOS. O César nos acompanhou, conversamos mais sobre a região de Corupá, trocamos ideias sobre turismo de aventura e seu desenvolvimento, etc. Papo cabeça, mas depois da maratona do dia, tico e teco não estão muito espertos não. Após, começam as deliberações para a "night" alguns só queriamos saber de cama, outras queriam interagir com os gateenhos da redondeza :D optamos pelo "caminho do meio". Fomos até um barzinho experimentar uma Opa-Bier, e só.
Vamos dormir. Amanhã também será um longo dia. Muitas emoções para um dia só. Fim de trilha. :D
Para visualizar o album completo, clique na fotos a seguir:
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| 20091212 Braço Esquerdo |



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